quinta-feira, 22 de setembro de 2016

Porque a limpeza energética dos ambientes é importante?


Estudos mostram que somos feitos de pura energia, são elas positivas e negativas e por isso precisamos do equilíbrio de ambas para estarmos num estado harmonioso.

Com o ambiente em que vivemos não é diferente, ele precisa estar com a energia equilibrada para que possamos viver num estado de satisfação; conforto físico, emocional e espiritual.

Considera-se pessoas ou ambientes carregados, quando a energia predominante é a negativa, energias ruins e ou pesadas. Isso se deve a apegos as coisas ou situações ocorridas no passado, as quais influenciam na atualidade. Uma vez que a energia ficou presa naquela pessoa ou ambiente.

Nós os indígenas acreditamos que essa limpeza energética acontece de forma simples e natural. Utilizamos sempre elementos naturais do nosso dia a dia. Como por exemplo: fogo, água e ervas. A concentração espiritual é indispensável.

A limpeza energética pode ser realizada em pessoas e ambientes, dependendo da necessidade, pode ser realizada de uma só vez ou dividida em mais de uma sessão.


Uma dica: Comece a limpeza energética eliminando antiguidades desnecessária na sua vida ou no seu ambiente.



Saiba mais:








quinta-feira, 1 de setembro de 2016

Jovens Fulni-ô buscam alternativa para enfrentar violência na Aldeia


Antigamente na Aldeia Fulni-ô as pessoas dormiam em suas portas ao ar livre, tinham o direito de ir e vir a hora que quisessem sem preocupações de assaltos ou coisa do tipo. Atualmente a realidade mudou, a violência entra na Aldeia a hora que quer e nada é feito. Só em Julho foram dois assaltos a mão armada no centro da Aldeia, no ano passado estudantes tiveram suas motos roubadas e ficaram na mira de armas de fogo.

Indignados com a situação, um grupo de jovens indígenas denominados “Yoô Fulni-ô” (Nós somos Fulni-ô) se uniram para discutir medidas emergenciais e possíveis soluções para enfrentar o problema. Com apoio das lideranças indígenas, da Coordenação Administrativa Local da Funai, da Coordenação Regional da Funai de Paulo Afonso-BA, e da Prefeitura Municipal, o Grupo tem se fortalecido e até o momento conseguiram promessas das administrações governamentais municipal e federal de terem seu Projeto atendido.

O Projeto elaborado pelo Grupo Yoô Fulni-ô, pede policiamento ou uma equipe de guardas municipais indígenas para atuar todas as noites na Aldeia e principalmente nos meses de setembro, outubro e novembro, que é o período onde a Aldeia fica mais vulnerável, uma vez que os indígenas estrão no Ouricuri participando de seu principal ritual religioso. Ainda no Projeto, o Grupo pede abertura de concurso público específico para guardas municipais indígenas.

Yoô Fulni-ô (Nós somos Fulni-ô)
É um grupo de 80 jovens indígenas do Povo Fulni-ô idealizado em Julho deste ano por Emany Araujo de Sá. A mobilização acontece por meio de reuniões semanais, encontros e mídias sociais, onde atualmente discutem a falta de segurança na Aldeia e possíveis soluções. O objetivo é resolver ou pelo menos amenizar o Problema. E o primeiro passo foi chamar a atenção da Comunidade, das lideranças e dos órgãos cabíveis para a problemática. Os jovens já conseguiram o apoio da Comunidade e da liderança Fulni-o, da Coordenação 
Administrativa Local da Funai, da Coordenação Regional da Funai de Paulo Afonso- BA, da Prefeitura de Águas Belas e dos vereadores indígenas.

Segundo a idealizadora Emany, o Yoô Fulni-ô é um movimento de paz que objetiva encontrar soluções a partir de ideias da população, desde jovens até os anciãos podem participar e opinar. O Grupo promete não para por aí, depois de conseguirem enfrentar o problema da segurança, outros assuntos serão discutidos e questionados nas reuniões.


                                                              Grupo Yoô Fulni-ô  

Iranildo Frederico – Coordenador Local da Funai
                                         

                                               Genivaldo Menezes – Prefeito de Águas Belas – PE


Gildiere Ribeiro –Pajé Fulni-ô 

terça-feira, 23 de agosto de 2016

Índios Fulni-ô na Rede Globo

Com sorrisos largos, despretensiosos e sem nenhum tipo de envaidecimento, índios Fulni-ô falam com simplicidade e alegria, de suas participações na novela das oito da Rede Globo, Velho Chico, os capítulos foram ao ar nas últimas semanas de agosto.  

Aponay Amorim (Liliisaká) e Lenilson Marques (Madjwa) fazem parte do Grupo indígena Tafkea, composto por 12 membros, liderado por Procópio Cruz (também conhecido como Tafkea). O Grupo viaja, anualmente ao Rio de Janeiro para participar de eventos culturais e vender seus artesanatos, assim como vários indígenas viajam, principalmente no mês de abril para várias capitais do Brasil e até pro exterior para realizar os mesmos trabalhos.

Foi nessas idas e voltas ao Rio que o líder Tafkea fez várias amizades e adquiriu bons e influentes contatos com artistas e produtores globais, e foi convidado a participar da produção da novela, para ajudar na gravação e montagem cenográfica da cena onde o protagonista Santo (Domingues Montagner) seria curado pelos indígenas.

Segundo Aponay Amorim, na primeira representação que o Grupo fez de como ajudariam na cena, que seria gravada por atores da Globo, a produtora adorou o que fizeram e convidou os indígenas a participarem das cenas, eles mesmos sendo os atores. Logo aceitaram o convite e foram contratados por alguns dias. 
Tiveram direito a toda assistência e atenção que a produção dá aos seus funcionários. “Foi uma experiência muito boa, ensinamos um pouco de nossa cultura para eles e aprendemos um pouco da deles também”, disse Liliisaká.

Lenilson Marques lembra com alegria dos dias que passaram no PROJAC, gravaram durante três dias inteiro, das 8h às 18h com intervalo pra almoço e lanches no refeitório dos Estúdios da novela Velho Chico. Madjwa afirma ainda que, além de trabalhar se divertiram bastante, passeavam e conheciam as cidades cenográficas dos Estúdios Globo. Eles viram muitos atores e se divertiam fazendo fotos com os artistas.  

O grupo Tafkea foi convidado também a participar da próxima novela da Globo, estão acertando o contrato, se fecharem mesmo, o Grupo Tafkea terá trabalho na Rede Globo até fevereiro de 2017.


segunda-feira, 13 de dezembro de 2010

Autonomia indígena é discussão na Universidade de Brasília

A luta não pára, os povos e comunidades indígenas estão cada vez mais ganhando espaço dentro das universidades. Seminários, fóruns e encontros estão sendo realizados para discutir questões como saúde, educação, e políticas públicas. Um ciclo de debates com grupos de estudos multidiciplinares sobre Autonomina Indígena será realizado nesta quarta-feira, 15 de dezembro, às 15h no Auditório Multiuso II - UnB. Participará do evento, o antropólogo Gersem Baniwa.

terça-feira, 23 de novembro de 2010

Indígenas discutem comunicação e inclusão digital na USP

A mídia eletrônica é um recurso muito importante na difusão dos mais diversos assuntos e os indígenas querem saber cada vez mais como utilizar essa ferramenta em prol dos povos e comunidades indígenas. A Universidade de São Paulo (USP) vai realizar o 1º Simpósio Indígena sobre uso da Internet no Brasil para discutir o assunto, durante os dias 24 a 26 de novembro.

Participarão do evento, blogueiros, internautas e lideranças indígenas. Entre eles, Ailton Krenak, Daniel Baniwa, Takumã Kuikoro, e Alex Pankararu. As discussões terão transmissão on-line. Maiores informações pelo site do Simpósio.